heeey apple :B

" (...) Por que no fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia. "





quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Eu considero masoquismo aturar sem queixa uma porção de pessoas, eu detesto gente burra e vivo me encontrando com elas.




Sorriu como se aquilo lhe bastasse. E talvez, realmente tenha sido o suficiente. Porque em dias como estes, a sinceridade acoplada n’um olhar chega a ser desumano. Diante de tanta hipocrisia, de tanta mentira e de tamanha irreverência aos sentimentos, sentir é um privilégio para poucos. E estes poucos, ao meu ver, se tornam tudo.

(  Victoria Ceccilia )
( Título: Maysa )

Mas é preciso ter manha. É preciso ter graça. É preciso ter sonho sempre. Quem traz na pele essa marca, possui a estranha mania de ter fé na vida.




Ah! Eu escrevo… Mas só do jeito que me agrada. Nunca busquei satisfazer pessoas. Talvez seja este o meu maior defeito. Não se importar realmente com o que se passa em outros mundos internos. Meu objetivo é tentar desafogar-me. Tirar um pouco da minha angústia, indignação e revolta. Ando sozinha. Todavia, trago comigo uma bagagem carregada de traumas, más lembranças e decepções. Desejos não realizados que se perderam no passado. E até algumas saudades, talvez. É desse excesso que transborda a minha escrita. Meu alívio… Inspira fundo. Começa de uma ideia que já não aguenta mais ficar presa em uma mente tão congestionada. Expira vagarosamente… As palavras deslisam escorregadias, quase saindo de meu próprio controle. Criam vida própria. Isso me incomoda. Eu quero estar no controle. Minha escrita não permite. Essa é a maior razão de eu escrever menos. Só escrevo o que teima em querer fugir de mim. Nem minhas ideias suportam tanta carga, tanta reflexão. Em certos momentos, desejo tirar o que mais pesa. Buscando uma leveza… Mas não fui feita para carregar bolsinha. Eu quero poder levar tudo sozinha. Teimosa e orgulhosa. Querendo tanto auto-controle, não controla nem as próprias palavras… 

( coliseus )
( Título:
Milton Nascimento )

Me fez feliz como ninguém, me fez triste como jamais fui.





 ( Título: Caio Augusto Leite )

Eu gostei de você porque você é meio ogro, meio doce, você é ogrodoce.




Essa menina é mesmo um sopro de qualquer coisa doce e enjoativa com o pior dos venenos, fazendo com que minha presença seja ao mesmo tempo marcante, confusa, passageira e duvidosa.

( Verônica H. )
( Título: Tati Bernardi )

Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes.



Por trás de toda a fita de congelada, ela era frágil. Tanto mistério escondendo os mais belos segredos. Seu verdadeiro eu por trás de toda a indiferença. Toda desconfiada das palavras que lhe diziam. Era apaixonada por elas, mas eram as atitudes que lhe impressionavam. Um corpo dominado pelo orgulho. Mas olha, gelo derrete e também quebra-se. Até pedra desgasta-se com o tempo. Ainda era humana. Sua maior fraqueza ela desconhecia. O que a tornava completamente vulnerável por trás de sua armadura. E se o pior dos inimigos descobrisse como lhe atingir primeiro? Derrotada ela sairia. Não sabia que suas mentiras seriam reveladas em momento de desespero. Era disso que o oponente precisava. Das palavras certas para arrancar-lhe seus verdadeiros devaneios. O que era difícil, pois ela dominava as palavras. Refletia sobre o sentido de cada uma antes de usá-la. Por isso era tão desconfiada, tinha receio de crer nos outros, assim como eles o faziam com a relação a ela. Mal sabia ela, que o maior de seus inimigos seria aquele que lhe salvaria. Que lutaria para arrancar-lhe toda sua agonia contida dentro de si. Fica a dúvida de como se consegue acumular tamanha quantidade de desejos, para mantê-los guardados. Ocultá-los para que ninguém saiba e busque desencorajá-la. Cheia de sonhos em mente e cartas na manga para realizá-los. Mas por medo, ela se escondia. Iria esperar o tempo certo para revelar sua real identidade
( Laircia L. )
( Título: Padre Fábio de Melo )

Renove-se. Deixe de lado o peso do passado, desfrute o presente e escreva o seu futuro.

Depois, bem depois, vem o tempo e nos mostra a verdade como se fosse um passo de dança. Suave, intenso, inteiro. Ele vem e mostra. E aí a gente olha para trás e pergunta: por que não agi diferente? Porque você não tinha o conhecimento que tem hoje. Não tinha a maturidade deste momento. Não te culpa. Não me culpa. A gente não tem culpa.

(  Clarissa Côrrea )
( Título: Aline C. )

Estou aceitando o fato de que algumas pessoas nasceram para sentir o amor, mas não para viver um.


Poderia eu passar horas perdida em pensamentos meus. Com fios de cabelos perdidos entre os lençóis. Tão inquieta. Ora de um lado, ora de outro. Trocar cabeça pelos pés. Assustar-me com alguns dos pensamentos mais obscuros que se passam em minha mente. Eu gosto de ser deixada sozinha, meu caro. Desculpe-me se parece complicado para você entender. Não pense que é loucura. É vontade de pensar, de conversar comigo mesma. Mal sabe o quão bons são meus longos diálogos… Eu quero ficar por aqui. Quieta, entre as quatro paredes do quarto. Só meu corpo e minha mente. Novas pessoas vão chegando em minha vida, mas eu não as deixo entrar. Eu barro a porta, ignoro ligações, fujo de encontros… Eu tenho medo, amor. Medo de ser deixada outra vez. O celular descarregou e eu o deixei assim, fechei as janelas e a porta. Tornei-me incomunicável, estou trancada em mundo só meu. Sabe-se lá por quanto tempo será… Talvez esteja à espera de alguém que invada a minha vida. Alguém que note que estou apagada atrás dos sorrisos. Que olhe verdadeiramente no fundo dos meus olhos e veja que me sinto . Ando esperando um abraço sem palavras, um conforto. 
( coliseus )
( Título: Caio Fernando Abreu )