heeey apple :B

" (...) Por que no fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia. "





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domingo, 27 de novembro de 2011

Dizem que o riso é a música predileta de Deus… Intuo que é verdade.




Imagine que o universo É uma imensa máquina giratória . Você quer ficar perto do centro da máquina – bem no eixo da roda - e não nas extremidades, onde os giros são mais violentos, onde você pode se assustar e enlouquecer . O eixo da calma fica no seu coração . É aí que Deus reside dentro de você . Então, pare de procurar respostas no mundo . Simplesmente retorne sempre ao centro, e sempre vai encontrar a paz .


( Livro: Comer, rezar, amar )
( Título: Ana Jácomo )

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

A lonjura mais difícil de ser encurtada é quando duas vidas desaprendem o diálogo que inclui o coração.




Mas o melhor do abraço não é a idéia dos braços facilitarem o encontro dos corpos. O melhor do abraço é a sutileza dele. A mística dele. A poesia. O segredo de literalmente aproximar um coração do outro para conversarem no silêncio que dá descanso à palavra. O silêncio onde tudo é dito sem que nenhuma letra precise se juntar à outra.

( Ana Jácomo )

terça-feira, 20 de setembro de 2011

Não tenha medo de errar no livro da vida, faz um rabisco e continua em frente.



A gente precisa é de um olhar fresco, que não envelhece, apesar de tudo o que já viu. É de um amor que não enruga, apesar das memórias todas na pele da alma. A gente precisa é deixar de ser sobrevivente para, finalmente, viver.

( Ana Jácomo )
( Título: Caio Augusto Leite )

quinta-feira, 30 de junho de 2011

Força e fé, repete comigo: Dai-me força e dai-me fé, dai-me luz.




Mas, aprendi, lá nessa outra escola, que o sinal do recreio sempre toca, por mais que aparente demorar a tocar.
Enquanto não toca, a gente foca na lição da vez.
Dialoga com os fantasmas todos.
Interage com a própria alma.
Procura retomar o fôlego. Cuida, como pode, do coração.
E aguarda.
O sinal tocará.
De novo.


( Ana Jácomo )
( Título: Caio Fernando Abreu )

domingo, 19 de junho de 2011

(…) mas encontro as docilidades de Deus na coisas mais simples,e tudo serena.




Lá de cima, olhando do 30º andar, as ondas do mar pareciam outra coisa: outro tamanho, outra intensidade, outro desenho, diante daquela imensidão. Pequenos e esparsos movimentos, um bocadinho crespos, no tecido aparentemente liso, aparentemente plácido, das águas. Mesmo olhando numa perspectiva bem diferente da habitual, era possível perceber que a cara daquele mesmíssimo mar era outra para quem estava lá embaixo, dentro dele, interagindo com ele, olhando de lá. Era possível perceber, principalmente, pela dança dos corpos quando as ondas quebravam na arrebentação. Corpos subiam, corpos desciam, alguns eram lançados na direção da areia. O mar era o mesmo. A experiência, não.
Lá de cima, olhando do 30º andar, eu lembrei que alguns problemas da gente cabem sem aperto nem sobra no que sugere essa metáfora. Às vezes, quem olha de fora, quem olha de longe, pode achar que eles são pequenos porque simplesmente não está dentro deles, interagindo com eles, subindo, descendo, de quando em quando sendo arrastado. Lembrei também que às vezes a gente só precisa do exercício de recuar o coração do lugar onde as ondas quebram, brincar um pouco com o efeito do zoom, olhar de fora, olhar de longe, para ter outra perspectiva do tamanho do problema, da intensidade dele, do seu desenho.
Alguns problemões não passam de probleminhas quando olhados sob a perspectiva do vasto mar, incomensurável mar, que nós somos. E das ondas todas que já encaramos.

( Ana  Jácomo )
( Título: Cecília Braga )

quinta-feira, 5 de maio de 2011

Eu poderia ficar acordada só para ouvir você respirar, ver o seu rosto sorrindo enquanto você dorme. ' ♪


E se não quisermos, não pudermos, não soubermos, com palavras, nos dizer um pouco um para o outro, senta ao meu lado assim mesmo. Deixa os nossos olhos se encontrarem vez ou outra até nascer aquele sorriso bom que acontece quando a vida da gente se sente olhada com amor. Senta apenas ao meu lado e deixa o meu silêncio conversar com o seu. Às vezes, a gente nem precisa mesmo de palavras.

( Ana Jácomo )

sábado, 16 de outubro de 2010

Pior do que uma mulher que fala o que pensa é uma que escreve...


Não quero viver como uma planta que engasga e não diz a sua flor. Como um pássaro que mantém os pés atados a um visgo imaginário. Como um texto que tece centenas de parágrafos sem dar o recado pretendido. Que eu saiba fazer os meus sonhos frutificarem a sua música. Que eu não me especialize em desculpas que me desviem dos meus prazeres. Que eu consiga derreter as grades de cera que me afastam da minha vontade. Que a cada manhã, ao acordar, eu desperte um pouco mais para o que verdadeiramente me interessa.


( Ana Jácomo )

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Toda vida é tempo de cada sentimento. Ser tingido por mundos cantados e mudos, tão nossos e em nada traduzidos.



Igualzinho ao que acontece com todas as pessoas, num trecho ou outro da estrada, eu já senti tanta dor que parecia que os golpes haviam me quebrado toda por dentro. Não sabia se era possível juntar os pedaços, por onde começar, nem se o cansaço me permitiria movimentos na direção de qualquer tentativa. Quando o susto é grande e dói assim, a gente precisa de algum tempo para recuperar o fôlego outra vez. Para voltar a caminhar sem contrair tanto os ombros e a vida. Um espaço para a gente quase se reinventar.
O tempo passa. O fôlego retorna. Parece milagre, mas as sementes de cura começam a florescer nos mesmos jardins onde parecia que nenhuma outra flor brotaria. A alma é sábia: enquanto achamos que só existe dor, ela trabalha, em silêncio, para tecer o momento novo. E ele chega.

( Ana Jácomo )

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

O amor quando é amor é amor.




Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar os nossos medos todos. As nossas belezas. As nossas feiuras. As nossas sementes que puderam florescer com viço. As nossas sementes que não conseguiram dizer suas flores. As nossas sementes que temem florir. Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar as nossas borboletas que souberam se desvencilhar dos casulos. As nossas crisálidas apavoradas por se saber com asas, embora sonhem, encantadas, com o néctar da vida. As nossas feras vorazes e ressentidas. Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar os nossos avanços. A nossa estagnação. Os nossos fracassos. As nossas vergonhas. As nossas vaidades. A nossa arrogância, que muitas vezes não é outra coisa senão um disfarce que o embaraço usa para esconder o conflito por sentirmos tanto afeto sem saber direito como expressá-lo. Como fazê-lo circular.

Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar a existência de feridas que pensávamos estar cicatrizadas, mas que ele delata sem cerimônia, sem medir palavras, olhando bem dentro dos nossos olhos, que ainda não estão, não. Que algumas bolas de ferro muito antigas continuam presentes, embora, teimosos, tentemos avançar mesmo com elas, arrastando todo o peso do mundo, em vez de escolher a pausa necessária para soltá-las dos nossos pés. Talvez o que mais nos assuste quando o amor vem à tona seja essa habilidade que ele tem para revelar que quanto mais a luz canta, mais a sombra se mostra. Que embora a gente insista em fugir da sombra correndo para debaixo do sol, ela nos acompanha, incansável, até aceitarmos integrá-la. Que precisamos olhá-la com carinho e deixar que caminhe com a gente sem tentar fugir dela.

( Ana Jácomo )

sábado, 7 de agosto de 2010

Como se tivesse retomado a um anterior estado de pureza depois de muitas marcas.



Não é raro, tropeço e caio. Às vezes, tombo feio de ralar o coração todinho.Claro que dói, mas tem uma coisa: a minha fé continua em pé.

( Ana Jácomo )