heeey apple :B

" (...) Por que no fundo eu sei que a realidade que eu sonhava afundou num copo de cachaça e virou utopia. "





Mostrando postagens com marcador Padre Fábio de Melo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Padre Fábio de Melo. Mostrar todas as postagens

domingo, 15 de janeiro de 2012

A vida sempre nos reserva primaveras… Floresçamos.




Que todo mundo tenha um amor quentinho. Descanso pro complicado do mundo. Surpresa pra rotina dos dias. A quem esperar. De quem sentir saudades. Um nome entre todos. O verso mais bonito. A música que não se esquece. O par pra toda dança. Por quem acordar. Com quem sonhar antes de dormir. Uma mão pra segurar, um ombro pra deitar, um abraço pra morar. Um tema pra toda história. Uma certeza pra toda dúvida. Janela acesa em noite escura. Cais onde aportar. Bonança, depois da tempestade. Uma vida costurar na sua, com o fio comprido do tempo.

( Briza Mulatinho )
( Título: Padre Fábio de Melo )

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Abra os olhos. Há encantos escondidos por toda parte. Presta atenção. São miúdos, mas constantes.



Por trás de toda a fita de congelada, ela era frágil. Tanto mistério escondendo os mais belos segredos. Seu verdadeiro eu por trás de toda a indiferença. Toda desconfiada das palavras que lhe diziam. Era apaixonada por elas, mas eram as atitudes que lhe impressionavam. Um corpo dominado pelo orgulho. Mas olha, gelo derrete e também quebra-se. Até pedra desgasta-se com o tempo. Ainda era humana. Sua maior fraqueza ela desconhecia. O que a tornava completamente vulnerável por trás de sua armadura. E se o pior dos inimigos descobrisse como lhe atingir primeiro? Derrotada ela sairia. Não sabia que suas mentiras seriam reveladas em momento de desespero. Era disso que o oponente precisava. Das palavras certas para arrancar-lhe seus verdadeiros devaneios. O que era difícil, pois ela dominava as palavras. Refletia sobre o sentido de cada uma antes de usá-la. Por isso era tão desconfiada, tinha receio de crer nos outros, assim como eles o faziam com a relação a ela. Mal sabia ela, que o maior de seus inimigos seria aquele que lhe salvaria. Que lutaria para arrancar-lhe toda sua agonia contida dentro de si. Fica a dúvida de como se consegue acumular tamanha quantidade de desejos, para mantê-los guardados. Ocultá-los para que ninguém saiba e busque desencorajá-la. Cheia de sonhos em mente e cartas na manga para realizá-los. Mas por medo, ela se escondia. Iria esperar o tempo certo para revelar sua real identidade
( Laircia L. )
( Título: Padre Fábio de Melo )

terça-feira, 20 de setembro de 2011

A maior perda da vida é o que morre dentro de nós enquanto vivemos.


Vejo a fé como a mão que te segura a beira de um penhasco. Sendo quase que impossível viver sem. É preciso acreditar em algo maior do que coisas mundanas é preciso acreditar em Deus

 

( D’ca )
( Título: Padre Fábio de Melo )

Cuidado com os olhares de quem não sabe te amar. Eles costumam lhe fazer esquecer que você vale a pena!



O amor é provado no fogo, na dura experiência de dar a vida pelo outro. Caso contrário, não é amor; é ilusão. Você sabe que alguém o ama não pelo que ele fala, mas pelo que faz. O amor não sobrevive de teorias. Palavras sem gestos não edificam.

( Padre Fábio de Melo )

terça-feira, 12 de julho de 2011

Tem sido muito desafiador viver. Mas eu não desisto. Não desista também.




Eu, hoje, faço muito tempo. Sou lembrança. Um tom sépia, um cheiro de história contada por alguém numa cadeira de balanço, enquanto um e outro olhar atento tenta decifrar as memórias do que é antiguidade. Talvez meu lado de dentro seja um relicário. Talvez alguém, um dia, diga que meus lábios sempre sopraram beijos. Meu coração só registra carinhos, e nunca dorme.
Há algum tempo caminho por aí sem relógios. Meu amor é conjugado no infinito. Minhas orações já não se subordinam. E nessas noites sem sentido, como a de hoje, eu só sei observar. Viro platéia de mim mesma. Vejo várias de mim, e me perco naquela que não sou. Se tocasse um samba, eu sorriria e cairia na roda, levantando o copo e sendo um sorriso. São coisas internas. Minhas maneiras de fazer folia. Eu ardo, e solto poesia com meus passos tortos. Fico invisível com um fechar de olhos. Em silêncio. Num sussurro. (...)
Não sei o que esperar. Espero tudo. Quero tudo. E vou. De mãos dadas com o que sinto, nunca soube me economizar. Vai ver, assim, eu acabe sendo possível.

Minha caneta é sempre azul.

( Jaya )
( Título: Padre Fábio de Melo )

segunda-feira, 27 de junho de 2011

Vamos descobrir o que hoje em nós está "infeccionado", porque é preciso sangrar, é preciso reconhecer-se frágil.





Acho que não precisava ser assim. É tudo tão forte, tão profundo, tão bonito, não precisava doer como dói. Eu não podia apenas sorrir quando me lembrasse de você? Mas acontece tipo assim: lembro do seu rosto, do seu abraço, do seu cheiro, do seu olhar, do seu beijo e começo a sorrir, é assim mesmo, automático, como se tivesse uma parte do meu cérebro que me fizesse por um instante a pessoa mais feliz do mundo, mas que só você, de algum modo, fosse capaz de ativar. Eu sei, é lindo. Mas logo em seguida, quando penso em quão longe você está sinto-me despedaçar por inteira. Sabe a sensação de arrancar um doce de uma criança? Pois é, sou essa criança. E dói. Uma dor cujo único remédio é a sua presença. Então sigo assim, penso em você, sorrio, sofro e rezo, peço pra Deus cuidar da gente, amenizar essa dor e trazer logo a minha cura.

( Caio Fernando Abreu )
( Título: Padre Fábio de Melo )

domingo, 19 de junho de 2011

Nos dias de hoje, cada vez mais, acentua-se a necessidade de ser forte. Mas não há uma fórmula mágica que nos faça chegar à força sem que antes tenhamos provado a fraqueza.



Fico tentado a lhe dizer muitas coisas, todas elas inúteis, começando por lhe recomendar um analista. Ela se antecipa.
- Espero que você tenha o bom gosto de não me sugerir uma terapia.
- E eu espero que você tenha o bom gosto de não se suicidar.
Luísa ri. Ela só comete suicídio em pequenas doses cotidianas.
- Em algumas fases mais, outras menos. Comecei a me matar aos 17 anos e não parei até hoje.

( Maria Adelaide Amaral
( Título: Padre Fábio de Melo )

quinta-feira, 16 de junho de 2011

Você pode até dizer que não entendeu o que eu disse. Mas jamais poderá dizer que não entendeu como eu te olhei.


Ela te deu espaço. Um lugar ao lado, duas parteleiras do armário e todos os compartimentos de seu coração. Te deu apoio quando foi preciso, te deu a mão pra caminhar junto e abraçou o mundo de planos bonitos que você apresentou. Ela ignorou os rumores passados, apontou e remou pro futuro, preferiu pagar pra ver as delícias do presente a dois. Mas agora você esta aí, se distraindo com o horizonte, talvez dramatizando que a vida é mesmo difícil.
Ela, que não é fácil, admite que contém malaguetas em seu temperamento, reconhece os que se arriscam a lidar com seus ensaios tempestivos e nessa, meu amigo, você foi condecorado. Ela sabe, e você também, que ainda assim, como "A Ana" ela é doce quando doce e sabe do que você gosta. Café forte, música baixa, terças pro futebol, torta de amendoim, beijo no pescoço. Ela sabe te ganhar. Assim como também se vê conquistada, desarmada. Colo pra dormir, suco fresco de limão, barzinho aos fins de semana, massagem nos pés. Dos paparicos recíprocos. Com tanto infinito particular na balança, ela, sem hesitar, reinventou seus rumos. Apagou suas burradas, perdoou seus passos errantes, considerou seus diferenciais, venceu o medo do amanhã e apostou num sentimento nunca antes vivido. Ela, que não se arrepende nem um minuto, vive de aprender com você. Aprender como ignorar uma provocação, como pensar vinte vezes antes de proferir palavras tortas, como fazer noites de chuva virarem madrugada. Ela compreende teus defeitos, admira sua mansidão, aprendeu tuas receitas, entrou pra tua história e te nomeou personagem principal da dela. E como é lindo os capítulos que vocês escrevem juntos. Pintando de sonho a vida real, driblando os dias nublados, legitimando a fortaleza de um sentimento verdadeiro. Se não me engano, é este mesmo sentimento que vence os atritos triviais, a maldade alheia, o possível cansaço de dias iguais. Não lhe importa a opinião avessa, ela aposta no seu sucesso, topou a futura viagem para a Indonésia, te convenceu de conhecer Paris. Soube que ela até mudou de idéia sobre a idéia de casamento, só não abre mão de não alterar o sobrenome.
Sim, sei que em muitas coisas você cedeu também. Mas há tanta vantagem pra você relevar. No entanto, dominado pelo orgulho, você continua aí, perdendo noites de sono, confundindo pirraça com solidão. Pensa comigo, meu caro. Não há motivo pra essa birra agora. Se ela tem um lado que arde e expressa ciúme, é porque cara feia não lhe convém. Se reclama do seu cigarro, é porque te quer bem. Se te cobra mais tempo junto, é porque o muito é pouco quando se está junto de quem faz o tempo e o pensamento voar. Se não te procura após uma briga, não é castigo, meu amigo, ela flerta com a saudade. Quer ver se te inquieta também.
Nos dias deste silêncio bobo, fez uma carta contando tudo que adora no teu jeito, revelou aquela foto na praia, comprou seu bombom preferido, ensaiou o beijo mais bonito.
Você me pergunta se no meio desse orgulho desnecessário ela ainda pensa em você? Cara, desconfio que ela te ama.

( Yohana SanFer / Título Original do texto: She loves you )
( Título: Padre Fábio de Melo )